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A
idéia de desenvolver esta página,
veio da minha vontade de divulgar a dança
oriental da forma mais séria possível,
além de mágica, ritualística
e ao mesmo tempo moderna, incluindo todas
as minhas fontes de pesquisa e até
mesmo o meu ponto de vista. Aqui você
irá encontrar informações
úteis sobre a dança do ventre,
além de tópicos que irão
engrandecer os seus conceitos sobre a mesma.
Prepare-se para mergulhar num mundo diferente!
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HISTÓRIA: 
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| Existem
várias hipóteses relacionadas
a "origem da dança do ventre".
Infelizmente não há documentos
suficientes que comprovem a dança efetivamente.
Os primeiros indícios sobre sua origem
vieram dos Petróglifos (inscrições
em rochas e cavernas) descobertos no antigo
Egito, feitos há pelo menos 5.000 anos,
porém, uma outra civilização
mais antiga que a egípcia, a dos sumérios,
já praticava um tipo de dança-ritual
em homenagem a divindades femininas.
Segundo
historiadores, ela era praticada na antiga
civilização do Egito pré-dinástico
(anterior aos faraós) por sacerdotisas
em devoção à Iaset
(Ísis), deusa mãe, em rituais
de celebração à vida
e fertilidade. A dança era executada
para servir como um canal para a Deusa nos
rituais religiosos, através de representações
dos elementos da natureza e animais sagrados.
Com
o passar do tempo, a dança foi deixando
de ser exclusividade das sacerdotisas, e
acabou chegando a outras comemorações
familiares como aniversários, nascimentos
e funerais na época faraônica.
Com
a invasão do povo árabe no
Egito, a dança foi divulgada por
todo o Oriente e incorporada à sua
cultura, assumindo assim ares mais festivos.
A partir de então, nasceu a Dança
Oriental ou Raks el Shark, como é
conhecida nos países árabes.
No
Ocidente, foram os franceses os responsáveis
pela divulgação da dança
na Europa. Quando Napoleão fez sua
expedição ao Egito, em 1798,
os europeus foram cativados pelas dançarinas
ghawazee (ciganas) e passaram a chamar a
dança de "danse du ventre",
o que deu origem à palavra Dança
do Ventre, como a conhecemos hoje aqui no
Brasil.
Apesar
da dança ter perdido grande parte
de seu caráter ritualístico
após toda esta influência de
outros povos, o importante é lembrar
que a dança oriental sempre foi uma
celebração à vida e
à mulher, e que deve ser transmitida
com muito amor e respeito.
Fonte:
Diversos sites da Internet
Organização e adaptação
do texto: Nanda Najla
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BENEFÍCIOS: 
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"Para
mim a Dança do Ventre é a
mais bela manifestação do
feminino. Dançando, despertamos a
Deusa que está dentro de nós,
e assim entramos em contato com a nossa
serpente do conhecimento, e deixamos aflorar
na pele a donzela, a mãe e a anciã,
que juntas dão forma a nosso ser
mulher".
- Nanda Najla
Confira
os principais benefícios que a
dança pode proporcionar:
Benefícios Físicos: |
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Melhoria da tonacidade, força
e resistência dos músculos
de toda parede abdominal e intercostal
assim como do músculo das pernas,
em especial coxas e glúteos,
deixando o corpo modelado e firme;
Recolocação da postura,
reeducação do corpo
e dos hábitos de respiração
errados devido a uma má consciência
corporal;
Aciona e potencializa a circulação
sanguínea em todo o corpo,
irrigando especialmente a região
pélvica e as pernas;
Consumo médio de 250 calorias
por aula (2h de aula), ou menos dependendo
do ritmo imprimido e dos movimentos
executados.
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Benefícios Psicológicos: |
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Desenvolvimento da delicadeza e feminilidade;
Promoção do bom humor
e da entrega / generosidade nas relações
humanas, quer seja com o outro quer
seja conosco próprios, tornando-nos
mais sociáveis e ativos;
Processo de auto-conhecimento que
conduz a um aumento de auto-estima,
de compreensão, aceitação
e valorização do próprio
corpo e do próprio ser;
Celebração da força
e alegria de viver, fomentando a criatividade
individual e a expressão da
personalidade de cada indivíduo;
Estímulo da memória,
concentração e capacidade
de responder fisicamente a estímulos
e ordens dadas pelo cérebro
(controle sobre as ações,
movimentos, coordenação
motora e impulsos);
Desenvolvimento da sensibilidade (apurar
os sentidos), ritmo e reflexos.
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Benefícios Energéticos: |
Atuação direta nos centros
de energia do corpo (chakras) eliminando
bloqueios e deficiências de comunicação
entre eles, harmonizando e deixando
fluir essas forças por todo o
corpo.
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Benefícios Espirituais: |
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Reencontro com a Deusa interior. |
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Fonte:
Sabah Najm
Organização e adaptação
do texto: Nanda Najla
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CUIDADOS FÍSICOS: 
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| É
muito comum depois de algumas aulas de dança
do ventre as algumas alunas reclamarem de
dores nas costas e outros locais do corpo.
Estas dores ocorrem geralmente por dois motivos:
O primeiro motivo é a falta de atividade
física. Com o início das aulas
de dança, a musculatura das costas,
pernas, braços e abdome, desacostumados
com exercícios, tendem a sofrer um
pouco, causando desconforto que passa à
medida que a musculatura vai se tornando
mais flexível e fortalecida.
O segundo motivo é a má postura
quando a aluna executa os movimentos, sem
se preocupar com a posição
correta do seu corpo, que geralmente ocorre
na ansiedade de dançar, oque deve
ser corrigido pela professora.
Ao
iniciar a dança do ventre deve-se
tomar alguns cuidados. Confira:
Os Pés: |
A princípio os pés devem
estar paralelos (com exceção
de passos em que há exigência
de sua movimentação de
forma perpendicular), a distância
entre eles deve ser a largura do quadril
e totalmente apoiados no chão,
com o passar do tempo, quando os movimentos
já estiverem gravados na memória
corporal, os pés poderão
estar em meia ponta, para que os movimentos
se tornem mais leves.
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Os Joelhos: |
Estes devem estar voltados para frente
e relaxados, desta forma a patela (osso
arredondado localizado na articulação
do joelho) não é agredida,
poupando a articulação
do esforço e deixando a pelve
mais "solta".
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O Quadril: |
As brasileiras possuem um gingado natural
em que o quadril é projetado
para trás. Na dança do
ventre como também na maioria
dos esportes, é imprescindível
que ele esteja sempre encaixado, ou
seja, descer o cóccix (osso localizado
no final da coluna vertebral) e levantar
o púbis (eminência triangular
na parte inferior do abdome).
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A Coluna Vertebral: |
Imagine que você é uma
marionete e um fio te puxa pelo alto
da cabeça, desta forma, seu corpo
será obrigado a ficar ereto,
a coluna alinhada com a cabeça
e os pés, ombros relaxados, queixo
apontando a linha do horizonte, abdome
contraído, assim as articulações
serão poupadas, evitando lesões
futuras.
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A Respiração: |
É muito importante prestar atenção
em sua respiração, que
deve ser a mais tranqüila possível,
sendo necessária a utilização
da respiração abdominal,
que é natural nos recém-nascidos
e na prática do yôga. Esta
respiração consiste em
inspirar relaxando o abdome, assim ocorre
a sensação deste se encher
de ar como se fosse uma bexiga, e soltar
o ar contraindo o abdome esvaziando-o.
A melhor forma de exemplificar esta
respiração é comparando-a
a um fole que expande ao sugar o ar
e reduz ao expelí-lo.
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A
dança do ventre deve ser praticada
com muita calma e seriedade, para que se
possa desfrutar ao máximo de seus
benefícios.
Parece
ser muito difícil pensar em todas
essas informações e ainda
dançar, mas desta maneira o corpo
entra em forma com prazer e alegria, sem
precisar de "malhação"
pois com todos esses cuidados ocorre um
aumento da capacidade aeróbica, fortalecimento
e maior flexibilidade dos músculos,
proporcionando um bem-estar geral. Além
destes benefícios físicos
a dança do ventre faz com que todas
as mulheres resgatem sua feminilidade e
delicadeza, reconhecendo e aceitando a si
mesma, deixando de lado a cobrança
de possuir um corpo parecido com o das modelos
e atrizes que fazem parte de uma minoria,
sendo que, mesmo estas mulheres que possuem
corpos ditos "perfeitos" sofrem
para mantê-los. Ao se aceitar, a mulher
percebe que o importante é possuir
um corpo saudável, flexível,
suave e dançante.
A
beleza da mulher nasce da capacidade que
ela possui de sentir e proporcionar prazer
a ela mesma e às pessoas que ama!
Fonte:
Cia Souham
Organização e adaptação
do texto: Nanda Najla
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CODIGO DE ÉTICA: 
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O
Código de Ética da Dança
do Ventre foi elaborado a partir da
iniciativa de Shalimar Mattar, editora do
jornal "Oriente, Encanto e Magia",
objetivando a organização
e valorização do segmento
envolvido com a dança do ventre no
Brasil.
Esse é o resultado de um trabalho
conjunto e democrático que contou
com a participação de 439
praticantes dessa arte (amadoras e profissionais)
durante um período de 10 meses de
trabalhos. Publicação 03/03/2002
durante o "1º Simpósio
de Dança do Ventre" realizado
em São Paulo.
O Código: |
A
dança do ventre é uma
expressão artística e,
como tal, deve ser difundida. Cabe às
profissionais da área zelar pelo
seu conceito, mantendo assim, os padrões
de elegância que a envolvem e
não permitindo sua vulgarização.
Para exercer suas funções
com dignidade, as profissionais da área
devem receber remuneração
justa pelos serviços artísticos
ou didáticos prestados.
É considerada conduta antiética
a prática de concorrência
desleal com outras profissionais da
área (bailarinas ou professoras).
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Professoras: |
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A professora tem a função
de ensinar e orientar pacientemente,
sempre zelando, em primeiro lugar, pela
saúde e bem-estar de suas alunas,
e respeitando as limitações
de cada uma.
A todas as professoras é dada
orientação que seus
currículos estejam à
disposição das alunas.
É importante que a professora
realize anualmente avaliações
opcionais com suas alunas, as quais
terão à disposição
informações preciosas
para a evolução de seu
aprendizado.
A dedicação ao ensino
deve ser direcionada para o conhecimento
de suas alunas e não como instrumento
de vaidade pessoal para a promoção
da professora.
A professora deve exercer seu trabalho
livre de toda e qualquer discriminação,
motivando e respeitando suas alunas,
independentemente de características
físicas ou faixa etária,
lembrando que esta é uma atividade
que deve ser direcionada visando ao
bem-estar e equilíbrio físico,
mental e emocional. Portanto, não
podem ser exigidos padrões
estéticos que diferenciem ou
discriminem qualquer uma delas.
Para aptidão ao magistério
da dança do ventre considera-se
satisfatório um período
mínimo de 4 anos de estudos
na área, com aperfeiçoamento
em didática e conhecimentos
de anatomia, cinesiologia e biomecânica
que possibilitem segurança
na realização de um
trabalho corporal consciente. O tempo
de estudo pode ser reconsiderado a
partir de cursos realizados anteriormente,
como balé clássico,
educação física
ou faculdade de dança.
A professora de dança do ventre
deve buscar aprimoramento e atualização
constantemente.
A professora deve cumprir a programação
e o cronograma de cursos oferecidos
ou divulgados a suas alunas.
Todas as alunas merecem igual atenção
de sua professora, a qual não
deve fazer qualquer distinção
entre elas.
A professora deve ser especialmente
honesta quanto aos seus conhecimentos,
buscando respostas corretas para esclarecimento
de suas alunas. Todas as informações
pertinentes ao curso que se dispõe
a ministrar devem ser transmitidas
com clareza e honestidade, visando
ao efetivo aprendizado de suas alunas.
Como a dança do ventre tem
origens muito remotas e informações
de difícil acesso, esta questão
deve ser sempre esclarecida a priori,
para se evitar a divulgação
de histórias fictícias
que resultem em prejuízo à
sua imagem e evolução.
A professora não deve estimular
competitividade negativa entre suas
alunas ou com outros grupos.
A professora deve ter respeito e consideração
com as demais profissionais da área,
preservando um ambiente de relacionamento
sadio que possa acrescentar ao desenvolvimento
de todo o segmento, não utilizando
a sala de aula como espaço
para demonstrar rivalidades pessoais
ou denegrir a imagem dos demais profissionais
da área em pról de sua
promoção.
São ainda consideradas
atitudes antiéticas
Apresentar coreografias de outras
profissionais sem prévia autorização,
bem como omitir o nome da responsável
por sua criação
Coibir a participação
de alunas em workshops e cursos que
possam acrescentar elementos ao desenvolvimento
e aprendizado.
Apresentar currículos com informações
fictícias referentes ao aprendizado
e experiência. Recomenda-se
que, em se tratando de cursos e workshops,
sempre se solicite certificado de
participação
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Bailarinas: |
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No Brasil, até a presente data,
são consideradas bailarinas de
dança do ventre todas aquelas
que, possuindo o conhecimento e experiência
necessários, prestem serviços
artísticos profissionais (shows)
mediante oneração.
Cabe à bailarina profissional
cumprir todas as cláusulas
acertadas em contrato para prestação
de serviços artísticos
junto ao seu contratante.
A bailarina profissional de dança
do ventre deve zelar pela imagem moral
da categoria que representa:
a)
mantendo relacionamento de respeito
e elegância junto ao seu público
e contratante.
b)
trajando-se de forma adequada aos
padrões da categoria durante
suas apresentações.
Faz parte da correta
conduta ética entre bailarinas
profissionais
Quando assistir à apresentação
de outra bailarina e/ou alunas, dedicar
o devido respeito e atenção.
Quando estiver realizando apresentação
em conjunto, ser solidária
e direcionar o trabalho com espírito
de equipe e união.
Ter consciência de que cada
profissional possui um estilo próprio
que a diferencia e, assim, saber apreciar
a admirar, com a devida humildade,
todas as variadas formas de se expressar
a mesma arte.
Respeitar o local de trabalho de outras
profissionais.
São consideradas
atitudes antiéticas
Atravessar ou interferir em contato
de trabalho de outra profissional
estando ciente deste fato.
Distribuir material de propaganda
pessoal durante serviços contratados
por meio de outra bailarina.
Criticar o desempenho ou denegrir
a imagem de outra profissional junto
ao público, contratantes ou
demais colegas da área.
Transformar uma apresentação
coletiva em disputa pessoal de vaidade,
interferindo na qualidade do trabalho
apresentado.
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Considerações
gerais
A forma como uma professora e bailarina
se referem à sua (s) mestra (s) é
um exemplo que será seguido por suas
alunas amanhã. Quem não respeita
seu mestre não valoriza a arte.
Recomenda-se sempre avaliação
médica antes do início das
atividades, como em qualquer atividade física.
As responsáveis
pela elaboração do Código
de Ética esperam que a união,
a humildade, a seriedade, o respeito e o
amor sincero à arte estejam sempre
acima de qualquer diferença pessoal.
Que estes laços que nos aproximaram
até aqui em favor do objetivo único
de valorizar e organizar nossa arte se fortifiquem
a cada dia, alcançando todas as praticantes
da dança do ventre no Brasil.
Fonte:
Jornal Oriente Encanto e Magia
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ESTILOS DE DANÇA: 
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Confira
os principais
estilos de dança:
Bengala/Bastão e Tahtib: |
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O Tahtib é uma dança
beduína do Sul do Egito,
originária dos nômades
do deserto, que tangiam rebanhos com
bengalas ou bastões. Inicialmente,
a dança com este instrumento
era exclusividade dos homens. É
dançada com um cajado nas mãos,
conhecido como shoumas, e este serve
para fazer "acrobacias", que
é o ponto forte da dança,
representando uma espécie de
luta, onde os homens atacam ou defendem-se
de golpes imaginários.
Com
o tempo, as mulheres fizeram uma adaptação
desta dança masculina (Tahtib)
e então surgiu a Raks Al
Assaya, também conhecida como
dança da bengala ou bastão
(versão exclusivamente feminina
desta dança).
O
traje para esta dança deve
ser folclórico. Os vestidos
são os mais utilizados. Podem
ser justos ou mais folgados, preferencialmente
com aberturas laterais. Usa-se também
lenços de medalhas nos quadris
e enfeites na cabeça.
As
mulheres manejam a bengala (ou bastão)
demonstrando suas habilidades com
o objeto, usando-o também como
uma "moldura" para mostrar
o corpo durante a execução
de seus movimentos. É dançada
em um ritmo chamado Saidi e os movimentos
são graciosos, delicados e
firmes. Nessa dança mostra-se
a destreza da dançarina, o
equilíbrio e o charme.
Fonte:
Shaide Halim e Lulu Sabongi
Organização e adaptação
do texto: Nanda Najla
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Candelabro: |
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Raks Al Shamadan ou candelabro é
uma dança tradicional Egípcia.
Este tipo de dança existe há
muitos anos e faz parte das celebrações
de casamentos e nascimento de crianças.
É tradicionalmente apresentada
na maioria dos casamentos egípcios,
onde a bailarina conduz o cortejo do
casamento levando um candelabro específico
para a dança na cabeça.
Desta maneira, ela procura iluminar
o caminho do casal de noivos, como uma
forma de trazer felicidade para eles.
Também faz parte deste ritual,
a bailarina colocar as mãos dos
noivos em seu ventre num certo momento
da celebração, trazendo
fertilidade para o casal.
Hoje
em dia, é comum que a bailarina
apresente a dança do candelabro
no começo de seus shows. O
fogo das velas representa a vida e
elas (as velas), na maioria das vezes,
são brancas, porém há
quem goste de velas coloridas e acreditam
em seus significados. O candelabro
pode ser de 7, 9, 13 ou até
mesmo mais velas, a critério
de cada uma.
É
de costume que a roupa seja toda preta
ou toda branca, mas não há
problema em dançar com roupas
de outras cores também. Eu
particularmente gosto muito da cor
dourada para estas apresentações.
O ideal é que a roupa seja
composta e adequada para este tipo
de dança que é considerada
sagrada. Usa-se um véu na cabeça,
por baixo do candelabro, e também
um chadô (lenço que cobre
a face deixando apenas os olhos expostos
- este pode ser de tecido ou moedas),
dando um certo mistério à
sua dança.
Sua
performance deve ser delicada. As
ondulações e movimentos
sinuosos são perfeitos. Os
braços devem ser bem trabalhados
e a cabeça sempre ereta. As
músicas hoje em dia podem ser
diversas, desde que lentas. Porém
tradicionalmente, utiliza-se o ritmo
zaffe (utilizado nas comemorações
egípcias) e também o
malfouf (tocado de forma mais lenta).
Fonte:
Samnya Abras
Organização e adaptação
do texto: Nanda Najla
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Dabke: |
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O Dabke é uma dança
folclórica de celebração,
tradicional entre os povos árabes.
Executada em grupo por uma longa cadeia
de dançarinos homens e mulheres
que se dão às mãos
e se movem em círculo aberto,
ou ao longo de extensa linha. Os passos
cadenciados rígidos e a forte
marcação com os pés
indicam o papel primordial do homem
nesta dança, cuja história
está na cadência de seu
passo decisivo ao amassar o barro para
a construção da sua casa.
É
a dança folclórica do
Líbano, relativamente simples
com contagem de quatro passos, sendo
que o quarto é uma batida do
pé no chão.
O
Dabke ganhou espaço profissional
com o aparecimento dos festivais nos
anos 60, estabelecendo um padrão
de excelência para essa forma
de arte. Existem companhias profissionais
que se apresentam em teatros ou são
contratadas para abrir shows de outros
artistas. E ainda hoje é possível
encontrar, no interior do Líbano,
nas aldeias mais afastadas, essa dança
folclórica bastante pura e
preservada.
Há
dois tipos de Dabke: O popular, no
qual se repetem os mesmos passos,
normalmente dançado em festas
e o Dabke coreografado, que agrega
passos libaneses, sírios, palestinos,
egípcios, etc. Um dos rítmos
mais utilizados para se dançar
é o jabalee.
Fonte:
Samnya Abras
Organização e adaptação
do texto: Nanda Najla
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Espada: |
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Existem várias lendas para a
origem da Raks Al Saif ou Dança
da Espada. Uma delas diz que é
uma dança em homenagem à
deusa Neit, uma Deusa Egípcia
Guerreira. Ela simbolizava a destruição
dos inimigos e a abertura dos caminhos.
Uma outra, diz que na antigüidade
as mulheres roubavam as espadas dos
guardiões do rei para dançar,
com o intuito de mostrar que a espada
era muito mais útil na dança
do que parada em suas cinturas ou fazendo
mortos e feridos. Dançar com
a espada permite equilíbrio e
domínio interior das forças
densas e agressivas. Uma terceira lenda
conta que na época, quando um
rei achava que tinha muitos escravos,
dava a cada um deles uma espada para
equilibrar na cabeça e dançar
com ela. Assim, deveriam provar que
tinham muitas habilidades. Do contrário,
o rei mandaria matá-los.
Outra
história remete à época
de guerra entre turcos e gregos. Os
otomanos teriam contratado algumas
bailarinas para levarem vinho e dançarem
para os soldados inimigos. Quando
ficavam embriagados, elas deveriam
pegar suas espadas e outras armas
para dançar, facilitando o
ataque. Uma outra lenda, diz que grupos
de beduínos atacavam viajantes
que passassem perto de seus territórios,
no deserto, durante a noite, para
roubar as mercadorias que transportavam.
Os mercadores eram mortos e as mulheres
beduínas ficavam com suas espadas.
Para comemorar a vitória da
tribo, elas dançavam exibindo-as
como troféus. Existe ainda
a versão que diz que esta dança
é ocidental, ou seja, não
está na cultura do oriente.
Hoje
em dia, utilizamos a espada em nossas
apresentações, demonstrando
equilíbrio e habilidade em
conjunto com os movimentos que devem
ser realizados graciosamente. Numa
performance com a espada, a bailarina
deve equilibrar a espada na cabeça
(realizando giros), no peito, na cintura,
no dorso das mãos e nas pernas
com muita suavidade e precisão.
É importante também
escolher a música certa, que
deve transmitir certo mistério.
Não é aconselhável
dançar um solo de Derbake com
a espada por exemplo. A música
deve ser composta inicialmente de
momentos lentos e no final acelerar.
Um bom ritmo seria o wahd wo noz que
possui marcações e momentos
ideais para se equilibrar a espada.
Fonte:
Samnya Abras
Organização e adaptação
do texto: Nanda Najla
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Flores: |
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A dança das flores, tradicionalmente
era realizada na época da primavera,
quando as camponesas egípcias
iam trabalhar na colheita das flores.
A história diz que, para amenizar
o trabalho da colheita, elas cantavam
e dançavam. Mais adiante, tornou-se
uma dança comum nas festas populares.
Enquanto dança, a bailarina entrega
as flores de seu cesto aos espectadores.
As
Ghawazee também realizam a
mesma dança, também
conhecida como Dança do Cesto.
Neste caso, a dançarina acrescenta
algumas características próprias,
como equilibrar o cesto de flores
na cabeça, mexer suas saias
rodadas enquanto dan&cc | | | | | | |